Você está sendo Vigiado

Você está sendo Vigiado

Queremos segurança, mas entregamos dados sigilosos por comodidade

vigiados

Você está sendo vigiado (por você)(por todo mundo)

Para alguns, a privacidade na rede é um mito. Para outros, uma barreira. Queremos segurança, mas entregamos dados sigilosos por comodidade

Imaginávamos um futuro em que seríamos monitorados. Hoje, somos os melhores espiões de nós mesmos.

Criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos no final da década de 1960, a internet não demorou a tornar-se, ela própria, território de disputas, invasões e ataques. Na gênese do que viria a ser a era da informação em que vivemos, a insegurança digital cresceu junto com a própria rede e sua promessa de conectividade, colaboração e democracia.

O mundo de 2020 deve ter de 30 a 100 bilhões de dispositivos conectados à nuvem. A chamada Internet das Coisas, ou IoT , promete lubrificar a infraestrutura global, tornando o funcionamento do planeta mais eficiente e autorregulado. Mas a hiperconectividade tem um efeito colateral, que o cientista da computação Luciano Ignaczak resume em uma frase.

— Caminhamos para um mundo de muito menos segurança — afirma o cientista.

As questões de segurança e privacidade são apontadas por especialistas como o principal obstáculo para que a IoT, o Big Data e a computação na nuvem cumpram a promessa de eficiência e conectividade onipresente. Quanto mais sensores os dispositivos conectados possuírem, mais dados terão como enviar para servidores em que serão processados e transformados em diretrizes para o controle automatizado de casas, empresas, cidades.

Como garantir que tanta informação sirva somente aos propósitos acordados?

Dados são o novo petróleo

— Há um esforço internacional para definir padrões para a IoT. Ano passado, numa apresentação da consultoria Gartner, um especialista trouxe o exemplo de um dispositivo que se acopla em qualquer carro e registra o comportamento do motorista: se faz curvas mais ou menos bruscas, se acelera ou não acelera. E qual é o objetivo? Subir todos os dados para a nuvem da seguradora — relata o professor Leonardo Lemes Fagundes, antes de ponderar: — Mas eles também vão saber todos os lugares por onde o motorista passou.

Luciano Ignaczak lembra outro caso recente, envolvendo um fabricante de smart TVs:

— Uma TV era controlada por comandos de voz. Estudos detectaram que o aparelho capturava constantemente as conversas no ambiente e encaminhava o áudio para servidores. Um processo invisível para o usuário, que gera um problema sério de privacidade: imagina esse modelo replicado em inúmeros outros dispositivos.

Mais dispositivos conectados também significam mais pontos de vulnerabilidade. Um hacker pode partir de uma invasão à cafeteira inteligente para obter acesso a dados nos servidores da empresa. No ano passado, os programadores Charlie Miller e Chris Valasek assumiram o controle do volante e dos freios de um carro em movimento. Já não estamos mais falando de segurança da informação, mas da integridade física das pessoas. A mesma lógica pode ser replicada em um binômio comodidade e privacidade. Para não ter de digitar seus dados, as pessoas toleram que o Facebook passe informações pessoais a serviços de telentrega de comida. Se, para muitos, a web se resume à rede social de Mark Zuckerberg, convém lembrar que o próprio fundador do Facebook foi flagrado cobrindo a câmera e o microfone do computador com fita isolante para evitar a espionagem. Se Zuckerberg faz assim, não é crime se precaver um pouco mais.

fonte clicrbs /Redação.

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