TSE MUDA REGRAS DO JOGO E VICTÓRIO GALLI, EZEQUIEL E JUAREZ COSTA DEVEM SER ELEITOS FEDERAIS, SEGUNDO ANALISTA

TSE MUDA REGRAS DO JOGO E VICTÓRIO GALLI, EZEQUIEL E JUAREZ COSTA DEVEM SER ELEITOS FEDERAIS, SEGUNDO ANALISTA

Analista político Manoel Carlos explica o funcionamento da nova regra e analisa as chances das coligações elegerem seus deputados federais

Às vésperas do último Natal, em 2017, o TSE mudou as regras do jogo para eleições proporcionais e muito pouco se viu comentar por meio da imprensa e muitos grupos políticos estão navegando à deriva sem avaliar a Resolução 23.554/2017 que entrou em vigor em 18 de dezembro de 2017.

A nova regra irá permitir a vitória de coligações e deputados que não atingirem o quociente, no dito popular, não precisarão atingir a legenda para eleger federais e estaduais no Brasil.

O voto de legenda continua valendo, mas as coligações, partidos e candidatos não precisarão atingir o quociente para poder eleger seus candidatos proporcionais conforme estabelece o artigo 10º da Resolução 23.554/17. O texto é claro: “As vagas não preenchidas com a aplicação do quociente partidário e a exigência de votação nominal mínima, a que se refere o art. 7°, serão distribuídas entre todos os partidos políticos e coligações que participam do pleito, independentemente de terem ou não atingido o quociente eleitoral, mediante observância do cálculo de médias (…)”.

A nova regra de “médias” pegará o número de votos válidos atribuídos a cada partido político ou coligação e dividirá pelo número de lugares por eles obtidos pelo cálculo do quociente partidário somando mais um, cabendo ao partido político ou à coligação que apresentar a maior média, um dos lugares a serem preenchidos, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima de 10% do quociente. Com essa nova regra, a legenda ou quociente, em Mato Grosso, de aproximadamente 170 mil votos poderá cair na média de 120 mil votos, já que o número de eleitos e o total de votos será divido por mais 1, diminuindo a média, de modo que poderá atingir a marca dos 120 mil votos com o último cálculo para preenchimento da última vaga para federal em Mato Grosso.

O analista político Manoel Carlos foi chamado para esclarecer sobre a corrida para deputado federal em Mato Grosso. Manoel acredita em um teto de 1,4 milhão de votos válidos para federal, e como piso 1,2 milhão de votos.

Diante disso, com o teto, o quociente para 1,4 milhão de votos deverá ser de 175 mil votos, e com o piso poderá ser de 150 mil votos, em Mato Grosso.

Para Manoel, nenhuma das coligações conseguirá passar de 500 mil votos. Considerando isso, teremos 4 ou 5 eleitos por quociente direto e; 4 ou 3 eleitos por média, respectivamente, nas eleições em Mato Grosso. Para uma coligação conseguir eleger 4 federais, a chapa terá que ultrapassar a marca dos 590 mil votos, o que não irá ocorrer, segundo os cálculos realizados por Manoel Carlos.

O analista disse que não há a menor dúvida disso, a pulverização de candidatos e a inexistência de um candidato que possa ultrapassar a marca dos 90 mil votos, irão conduzir para esse caminho em Mato Grosso. Diferente da eleição em 2014, naquele momento tivemos 6 candidatos que passaram de 90 mil votos, sendo 3 deles ultrapassando a marca dos 100 mil votos. Sem contar que os gastos e o tempo de campanha foram reduzidos de forma monstruosa para este pleito.

Manoel Carlos acredita que, matematicamente, o resultado está muito mais fácil de ser previsto nestas eleições do que em 2014.

Para Manoel Carlos, a chapa encabeçada por Victório Galli tem a perspectiva de atingir a maior média, embora não consiga atingir o quociente. E, este fator “quociente” não irá impedir a vitória de um nome da chapa do PSL. Manoel Carlos acredita que Victório Galli foi diretamente beneficiado com essa nova regra, pois deverá garantir a reeleição de Galli.

Em contato com articulista Marco Toledo, Victório Galli poderá ser o mais votado para Deputado Federal neste pleito, ultrapassando a marca de 90 mil votos, e com a nova regra, será eleito. Marco Toledo lembrou das eleições em 2014, quando ocorreu o efeito “Procurador Mauro” naquele pleito. Para Marco, a antiga regra de “legenda” que retirou a vaga do Procurador Mauro, que obteve votação acima dos 80 mil votos, foi corrigida para este pleito; e Galli deverá ser a grande surpresa nestas eleições e o maior beneficiado com a nova regra.

O analista Manoel Carlos lembrou de fortes nomes que estão no Chapão de Mauro Mendes, Coligação “Pra Mudar Mato Grosso II”. Na avaliação de Manoel, os nomes de Carlos Bezerra, Valtenir Pereira, Juarez Costa e Professor Adriano irão disputar 3 vagas, sendo 2 pelo quociente e 1 pela média, com votação de aproximadamente 382 mil votos válidos. Para o analista político, a Coligação de Wellington Fagundes “A força da união IV” poderá atingir 485 mil votos, fazendo 2 eleitos diretos por quociente e 1 na média, a chapa conta com os nomes de Emanuelzinho Pinheiro, Ezequiel Fonseca e Neri Geller, José Medeiros e Rosa Neide do PT, são 5 disputando 3 vagas.

Para Manoel Carlos, a Coligação “Segue em frente Mato Grosso II” de Pedro Taques, encabeçada pelo PSDB, deverá atingir 190 mil votos,  tendo como nomes fortes o de  Doutor Leonardo, Marco Marrafon e Junior Vitamina, elegendo somente 1 deputado no quociente e nenhum na média;  e a Coligação “Fé e Trabalho II” encabeçada pelo aliado de Bolsonaro e Presidente do PSL de MT, o Deputado Federal Victório Galli, deverá eleger 1 federal na média, mesmo não atingindo o quociente. A coligação do PSL conta com Julio da Power, Ledevino, Gina Defanti e Nelson Barbudo. Somando os votos em outras chapinhas e coligações ou partidos, Manoel Carlos avaliou que não irão conseguir atingir as médias ou quociente.

As médias podem iniciar com 153 mil votos e encerrar em 120 mil, em cálculos de médias sucessivas e decrescentes, conforme análise feita. O PSL de Bolsonaro deverá atingir, com seus candidatos, uma votação entre 140 a 155 mil votos, podendo pegar a primeira ou segunda média, de 3 médias. Para o analista político, a última média deverá atingir a marca de 120 mil votos, 55 mil votos abaixo do quociente eleitoral.

Para Manoel Carlos, é certo que Victório Galli foi o maior beneficiado com a nova regra de médias. O analista acredita que as outras possíveis vagas, por média, serão ocupadas pela Coligação de Wellington Fagundes, com Ezequiel Fonseca; e a outra vaga por média pela Coligação de Mauro Mendes, com o nome de Juarez Costa, na sua avaliação.

Consultamos o candidato Victório Galli, ele informou que está trabalhando desde o início com a nova regra, por isso se sentiu à vontade em não coligar com o Chapão do PSDB.

Segundo informações de Bastidores, o PPS e PSB fizeram pressões e “ameaças” ao PSL para que cedessem coligações com a chapa de estadual do Partido. Com a negativa de Galli, presidente do PSL, cumprindo um acordo que tinha com todos os candidatos do PSL para Deputado Estadual, Galli aceitou não fazer parte do Chapão. Embora observasse que teria mais dificuldade para se eleger fora do Chapão, Galli arriscou, sabendo que dependeria somente de seu trabalho e empenho neste pleito. Ao que parece Galli demonstrou ser um bom estrategista, que mesmo sem atingir o quociente, trabalha somente para atingir uma das médias para se eleger.

Então, já temos a previsão de 3 eleitos pela nova regra de médias.

Com essas novas informações, os bastidores irão tremer. Para alguns, será uma MARRETADA, para outros, um alívio.

Com informações, RD News.

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