SUPERMERCADO COMPER INDENIZARÁ CLIENTE EM R$30 MIL REAIS.

SUPERMERCADO COMPER INDENIZARÁ CLIENTE EM R$30 MIL REAIS.

Acusada indevidamente de furto, Neuza Maria da Silva Amorim, 66 anos, moveu uma ação indenizatória e obteve o direito a uma indenização por danos morais no valor de R$30 mil reais.

No dia 24 de outubro de 2017, enquanto fazia compras no Supermercado Comper da Av. do CPA (ao lado da Havan), a consumidora ganhou de brinde um creme dental que estava sendo distribuído no interior da loja por uma promotora de vendas da marca Colgate.

Ao passar as compras no caixa, a consumidora informou a operadora de caixa e guardou o brinde em sua bolsa, já que o produto não seria registrado junto dos demais.

Ao sair e descer a escada rolante, dois seguranças abordaram a idosa com grosseria e truculência, e tentaram conduzi-la a uma sala no subsolo para “averiguações”; ao se negar, dona Neuza foi arrastada pelos braços, causando-lhe hematomas, e passou mal, sendo socorrida por outros clientes que se achavam no local.

Acionada a Polícia Militar, um dos seguranças evadiu-se do local antes de sua chegada, e a outra foi conduzida ao Cisc Planalto, sendo liberada após a lavratura do Termo Circunstanciado.

Advogada Gabriela do Vale

A ação judicial foi patrocinada pela advogada Gabriela do Vale, da banca Carvalho & Marcelo Advogados Associados.
“Em audiência de conciliação, o Comper não quis saber de qualquer composição amigável, o que deixou a cliente ainda mais indignada”, pontua a Advogada.

Julgada procedente, inicialmente foi arbitrada indenização por danos morais no valor de R$10 mil reais. Inconformado, o Supermercado Comper apresentou recurso, o que levou a consumidora também a recorrer.

Advogado Márcio José Negrão Marcelo

Em sustentação oral na Turma Recursal Única dos Juizados Especiais Cíveis de Mato Grosso o advogado Márcio José Negrão Marcelo contou detalhadamente todo o sofrimento suportado pela consumidora e por sua família.

“A agressão transcende a pessoa da vítima e atinge também sua família; imagine sua mãe, senhora idosa, acusada de furto e sendo arrastada pelos braços por seguranças que queriam conduzi-la ao subsolo para submete-la a tortura psicológica; imaginem o vexame público que essa senhora foi submetida. O Comper até demitiu sem justa causa funcionária antiga da casa, ao descobrir que a mesma era nora da consumidora. Se fosse minha mãe, eu certamente teria perdido minha paz de espírito e me encheria de revolta”, pontua o Advogado.

O recurso da consumidora foi provido pelo Relator, o juiz Sebastião de Arruda Almeida, e a condenação foi aumentada para R$30 mil reais.

Juiz Sebastião de Arruda Almeida

Com informações Jornal Pagina do Estado

Compartilhe:

Sobre o Autor

Talvez você também goste

Notícias 0 Comentários

SELMA ARRUDA ROMPE COM TAQUES E LEITÃO

Na tarde desta sexta-feira (31) às 15 horas, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL)que é candidata ao Senado confirmará em entrevista coletiva que a aliança com o candidato a governador

Destaques 0 Comentários

PF PEDE QUEBRA DE SIGILO DE TEMER E PLANALTO ACUSA GLOBO

Chegou à mesa do ministro Edson Fachin, no Supremo, um pedido da Polícia Federal para quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer e seus dois lugares-tenentes, Eliseu Padilha e

Notícias 0 Comentários

PARALISAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO EM RONDONÓPOLIS NESTA QUARTA FEIRA (30)

Os rondonopolitanos nesta quarta-feira (30) ficarão sem transporte coletivo as partir das 14h, por conta de uma paralisação parcial, que os trabalhadores da empresa Cidade de Pedra realizarão em frente