7ª EDIÇÃO DO O RIO É NOSSO RECOLHE 26 TONELADAS DE LIXO DO ARAREAU

7ª EDIÇÃO DO O RIO É NOSSO RECOLHE 26 TONELADAS DE LIXO DO ARAREAU

Munidos de luvas e sacos de lixo, os participantes do Projeto O Rio é Nosso encararam, no sábado (8), novamente o desafio de retirar os entulhos encontrados às margens e no leito do Riberão Arareau. Ao longo dos 18 trechos demarcados, os voluntários removeram 26 toneladas de detritos. Da coleta saíram mobiliários e utilidades domésticas como sofás, colchões e tábuas de passar roupas entre outros, além de eletrodomésticos como televisões e computadores, peças de carros e os mais variados resíduos. 

Organizado por uma parceria entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), o Juizado Volante Ambiental (Juvam) e com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o projeto reuniu membros de entidades do setor público e privado, além do terceiro setor.

Na sua sétima edição, O Rio é Nosso já faz parte do calendário de mobilizações envolvendo a sociedade de Rondonópolis e, segundo o secretário de Meio Ambiente, João Fernando Copetti Boher, a quantidade de pessoas engajadas na causa superou as expectativas que, inicialmente, previa 650 colaboradores.

“Tivemos 850 voluntários dedicando sua manhã de sábado e oferecendo sua mão de obra e esforço para a limpeza desse rio maravilhoso. Nós só temos a agradecer a eles e, como o nome do projeto afirma, O Rio é Nosso, é de todos nós. Por isso, insistimos em dizer que todos devem se envolver nessa questão do meio ambiente. Saúde ambiental é qualidade de vida para a população e a cidade merece esse apreço”, reforça. Copetti ainda lembra que toda a sociedade pode contribuir para o O Rio é Nosso durante o ano inteiro e de uma maneira muito simples: não depositando lixo no Arareau.

Traçando um paralelo entre o volume de material coletado na primeira edição, em 2015 – que contabilizou 300 toneladas – e o deste ano, Copetti avalia que o evento tem atingido seu objetivo, que é de educar ambientalmente as pessoas para que cuidem da natureza e não descartem lixo em rios – que são locais inapropriados para isso. “Quando a quantidade retirada é cada vez menor, fica evidenciado que o cidadão está descartando menos detritos no Arareau e, assim, está mais consciente sobre a atitude correta em relação ao meio ambiente”, observa.

No entanto, ao se comparar a massa de resíduos entre o ano passado – 22 toneladas – e o atual, constata-se que houve um aumento desta vez. O secretário contextualiza, mas também, acredita que o fato é um alerta: “Por um lado tivemos mais pessoas participando do projeto e, em consequência, é possível pegar mais objetos. Porém, se ainda há o que recolher é porque alguém tem sido negligente e continua depositando o que não deve no Arareau. O ideal é termos muita gente ajudando mas, de preferência, nenhum descarte ou, pelo menos, uma porção cada vez menor de sujeira”.

Copetti também frisa que não é só o dia da coleta dos entulhos que marca a ação. Funcionando como motor para despertar a consciência ecológica e dinamizar reações práticas que beneficiem a natureza, O Rio é Nosso é um processo que começa bem antes do dia do evento. “Mais do que um ato de limpeza, propriamente dito, o projeto é um trabalho de conscientização ambiental. São 50 dias, em média, de preparação, divulgação e orientação dos colaboradores que vêm voluntariamente participar. E, mais do que isso, com esses cuidados, passamos para a população da área do entorno a ideia da importância da limpeza desses trechos”, assinala o secretário.

Aqueles que identificarem qualquer descarte irregular devem denunciar à Semma. Além do telefone da Pasta – 3411-5108 –, pode-se entrar em contato com a Gerência de Fiscalização da Semma – 9 9231-0174 – ou com o Disque Denúncia – 9 9234-4005.

Roberta Azambuja

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