PM doutor em estudos organizacionais diz que carga horária é questão de saúde

PM doutor em estudos organizacionais diz que carga horária é questão de saúde

O policial militar Laudicério Aguiar Machado, doutor em Governança Pública em Serviço de Saúde ao Agente de Segurança Pública pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), avalia que tratar a carga horária dos policiais militares levando em consideração apenas números, é esquecer a intensidade do trabalho realizado nas ruas e, portanto, desconsiderar a saúde dos profissionais da segurança.

“Não podemos encarar as organizações públicas apenas com números de forma pragmática. É preciso respeitar a subjetividade porque, a partir do momento que trabalhamos com pessoas, este universo se diversifica. As horas trabalhadas pelos profissionais da segurança pública são aporte necessário para colaborar com a ascensão da qualidade de vida de cada um deles”, explica.

Conforme o pesquisador, quando se sustenta a necessidade de propiciar qualidade de vida aos policiais não se trata apenas da ausência de doença, mas sim de garantir o direito dos profissionais à vida social, de estarem próximos de suas famílias, que tem como consequência melhorias nos aspectos psicológicos e, portanto, na saúde.

Ele ainda defende que a carga horária exercida em Mato Grosso atualmente, isto é, 24h de trabalho e 72h de descanso, é um direito que vem sendo conquistado e mantido há décadas pelos policiais militares. “Não é privilégio. O policial militar, hoje, não recebe por hora extra, não tem insalubridade, não tem adicional noturno. Estas são lutas da categoria nacionalmente. Essa discussão não pode e não deve ser resolvida nos estados, precisa de diretrizes em leis nacionais”, afirma.

Ainda segundo Machado, além da jornada de trabalho, uma série de fatores colabora para que os profissionais possam exercer suas atividades com eficiência, tais como aparato tecnológico, armamento e viaturas adequadas.

INVESTIMENTOS E ÍNDICES – Em Mato Grosso, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram chamados 3.663 profissionais para as forças de segurança, o que significa que o percentual de 27% do efetivo total foi nomeado na administração Pedro Taques. Quanto ao número de viaturas, em 2014 circulavam no Estado 680 veículos. Hoje, são 1.120 viaturas.

Além do aumento da frota, a atual gestão ainda implementou uma nova identidade visual dos carros, de acordo com padrões internacionais e atendendo à solicitação da tropa. O Estado também contabiliza a compra de 110 pistolas de última geração para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e de 5.800 coletes balísticos para os policiais militares de todos os batalhões.

Os investimentos em segurança já surtem efeitos positivos nos índices de crimes. No primeiro semestre deste ano, ainda de acordo com a Sesp, o número de roubos caiu 24% se comparado ao mesmo período do ano passado. Em Várzea Grande, segunda maior cidade do Estado, a queda foi de 38% e em Tangará da Serra, 37%.

O índice de furto reduziu 24% em todo Mato Grosso, chegando a ser registrada a diminuição de 34% em Cuiabá e 26% em Tangará.

A redução dos índices de criminalidade em Mato Grosso chegou a ganhar destaque no jornal de circulação nacional Folha de São Paulo. A publicação mostrou que Cuiabá é a capital brasileira que mais diminuiu o número de homicídios por morte violenta, com redução de 30%.

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