OPERAÇÃO SHOYU 2 – PF prende 5 por fraude de R$ 7 milhões; 3 mandados são cumpridos em MT

OPERAÇÃO SHOYU 2 – PF prende 5 por fraude de R$ 7 milhões; 3 mandados são cumpridos em MT

Um dos alvos em Cuiabá é advogada, que é irmã de principal alvo de 1ª fase de operação

Quatro operações foram deflagradas pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14) para investigar uma organização criminosa que atua com irregularidades em terras públicas no Amapá. Os crimes têm envolvimento com grilagem de terras, regularização fundiária, licenciamentos de supressão vegetal, entre outras ilegalidades.

Estão sendo cumpridos 5 mandados de prisão preventiva, em Macapá e Santana, no Amapá, e em Londrina, no Paraná, além de outros 25 de busca e apreensão, nos seguintes locais:

15 em Macapá e Santana

5 no Paraná

3 em Mato Grosso

1 no Ceará

1 em Goiás

Em Mato Grosso, até o momento, o único alvo conhecido é a advogada Daniela Soraia Sobben. Policiais estiveram no apartamento dela, no bairro Jardim das Américas, por volta das 6h00 para cumprir o mandado.

Os outros dois alvos ainda são desconhecidos. Daniela é irmã do empresário Bertholdo Dewes Neto, principal alvo da primeira fase da operação, deflagrada no ano passado. 

Bertholdo ocupou o cargo de presidente do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) em 2017. Ele é acusado de reduzir multas para beneficiar produtores de soja no estado. 

As quatro ações desta quinta-feira (14) acontecem em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e derivam da operação Shoyu, de fevereiro de 2019, são elas: 2ª fase da Shoyu, operação Conchavo, operação Imisção e operação Premonição. Em Macapá, foram cumpridos mandados na sede da Agência Nacional de Mineração (ANM), empresas e em residências.

Os nomes dos investigados não foram informados. Na época, a operação Shoyu prendeu preventivamente o empresário Bertholdo Dewes Neto, que ocupou o cargo de presidente do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) em 2017.

A investigação o apontava como acusado de reduzir multas para beneficiar produtores de soja no estado através de um esquema onde servidores simulavam autos de infração a empresários com valores menores para tornar sem efeitos as mesmas autuações feitas pelo Ibama. Nos autos de infração simulados, o Imap reduziu as multas aplicadas que variavam de R$ 200 mil a R$ 1 milhão, para o valor único de R$ 60 mil.

O MPF estimou que os danos aos cofres públicos alcançaram R$ 7 milhões.

Folha Max

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