MORO FICA E PONTO.

MORO FICA E PONTO.

Ao menos por ora, o presidente Jair Bolsonaro enterrou o projeto de separar os ministérios da Justiça e da Segurança Pública. A afirmação foi feita já no seu primeiro dia de viagem à Índia.

O ministro Sérgio Moro, àquela altura, havia deixado claro que deixaria o governo no caso de sua pasta ser desidratada. No abafar da briga atuaram dois ministros palacianos — os generais Augusto Heleno, da Segurança Institucional, e Luiz Carlos Ramos, da Secretaria de Governo. Bela Megale lembra que ambos já cumpriram o mesmo papel, no ano passado, quando o presidente tentou substituir o comando da Polícia Federal ignorando Moro.

A repórter Andreia Sadi ouviu algumas das pessoas próximas a Bolsonaro. Destes, percebeu apreensão no desgaste do relacionamento. Compreendem que parte da base de apoio ao presidente tem muito respeito por Moro e observa com desconfiança a manutenção do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Ele é acusado de chefiar um esquema de laranjas, assim como as manobras para evitar investigação do caso Queiroz, que envolve o filho Zero Um, Flávio. O atrito do presidente com seu ministro piora esta imagem. E não são poucos os que defendem que Bolsonaro indique Moro logo para a primeira vaga no Supremo.

É a maneira de atender a base preocupada com corrupção ao mesmo tempo que evita um Moro candidato à presidência. Mesmo sem ter se lançado oficialmente, o ex-juiz já figura como quarto colocado nas pesquisas.

Quem quer o ministério da Segurança é o ex-deputado Alberto Fraga, amigo pessoal do presidente. “Depois dessa histeria da imprensa, o movimento vai crescer”, ele afirmou à jornalista Ana Maria Campos. “O presidente vai esperar. Acabei de falar com ele e ele disse que, na volta (da viagem à Índia), vamos falar sobre o assunto. Ele é o presidente e o Moro fica reclamando. Parece menino buchudo. O presidente não vai ficar com medo.”

Enquanto isso… Bolsonaro disse que o anúncio sobre uma possível divisão do Ministério da Justiça e Segurança não foi para fritar Moro antes de demití-lo. “Nenhum ministro meu vive acuado com medo de mim. Minhas ações são bastante pensadas e muito bem conversadas antes”, afirmou.

Redação com Meio

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