LAVA JATO PANTANEIRA: FÁVARO RECEBEU R$ 1 MILHÃO COM FRAUDES EM INCENTIVOS FISCAIS

LAVA JATO PANTANEIRA: FÁVARO RECEBEU R$ 1 MILHÃO COM FRAUDES EM INCENTIVOS FISCAIS

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) revelou, em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), que articulou incentivo fiscal para que o atual vice-governador do Estado e secretário de Meio Ambiente, Carlos Fávaro (PSD), recebesse R$ 1 milhão. A delação de Silval foi firmada em julho e homologada pelo ministro Luiz Fux em 9 de agosto.

Na sexta-feira, após diversos vazamentos, o ministro retirou o sigilo dela, revelando um amplo esquema de corrupção no Estado. Um deles envolve o vice-governador Carlos Fávaro e o atual secretário Nacional de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PP).

O ex-governador relatou na delação que, em 2011, após tomar posse no 2º mandato como governador, foi procurado por Geller e Fávaro, até então líder da classe produtora do Estado. No encontro, foi relatado que o atual vice-governador emprestou R$ 1 milhão para a campanha de Neri a deputado federal em 2010.

Sem recursos, o secretário de Políticas Agrícolas pediu apoio do ex-governador para pagar a dívida. “No ano de 2011, o colaborador foi procurado por Neri Geller e o atual vice-governador do Estado, Carlos Fávaro, sendo que ambos pediram ajuda do colaborador para pagar essa dívida de Neri perante Fávaro, pois aquele não tinha condições de honrar o compromisso”, diz trecho da delação.

Silval, porém, negou ajuda financeira, pois detinha muitos compromissos políticos e assumiu muitas dívidas. Então, Neri e Fávaro apresentaram a ele uma alternativa de efetuar o pagamento.

Ele sugeriram que o governador determinasse a concessão de incentivos fiscais fraudulentos as empresas de Martinello. “Neri e Carlos Fávaro disseram que conheciam um empresário do ramo de móveis, chamado Osvaldo Martinello, de Lucas do Rio Verde, sendo que se o colaborador concedesse incentivo fiscal para as empresas de Martinello, ele pagaria de propina essa dívida de Neri com Carlos Fávaro”, acrescenta.

O ex-governador aceitou a proposta, mesmo sabendo que o incentivo seria ilegal, pois se tratava de uma empresa de comércio. Ele orientou que Fávaro e Neri procurassem o secretário de Indústria e Comércio para tratarem sobre o incentivo.

Silval contou que confirmou que a propina foi paga. “Após a concessão do Prodeic, o colaborador conversou com Neri Geller e Carlos Fávaro, tendo ambos confirmado que o empresário havia pago a dívida com Carlos Fávaro e resolvido o problema, sendo que o colaborador não obteve nenhum benefício financeiro com tal situação”, finalizou.

 

REDAÇÃO COM FOLHA MAX

 

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