HISTÓRIA DIFÍCIL DE ENGOLIR: A INVESTIGAÇÃO DO CASO MARIELLE

HISTÓRIA DIFÍCIL DE ENGOLIR: A INVESTIGAÇÃO DO CASO MARIELLE

De acordo com o Ministério Público, a causa mais provável para o assassinato da vereadora Marielle Franco foi sua atuação política em defesa de causas voltadas para as minorias. Os acusados pela polícia de serem os assassinos, o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Queiroz, teriam repulsa à esquerda. “Todos os autos de investigação nos autorizam a hoje a imputar aos dois denunciados a motivação torpe”, disse a promotora Simone Sibílio.

Numa coletiva anterior, o governador fluminense Wilson Witzel procurou transformar a prisão numa vitória de seu governo. “É uma resposta importante que nós estamos dando para a sociedade: a elucidação de um crime bárbaro cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no exercício de sua atividade democrática.”

Não é uma história que esteja convencendo a todos. O ex-ministro Raul Jungmann se posicionou de forma crítica — não vê a investigação como encerrada. “Os indícios são suficientes para pedir a prisão dos dois”, ele afirmou. Mas, segundo Jungmann, não basta. É preciso de uma causa clara. “Imaginar que dois milicianos resolveram matar Marielle por causa da agenda que ela defendia? Tudo bem, pode ser possível, mas tem de ser provado.”

Merval Pereira: “A tese improvável de a execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes não ter tido motivação política nem mandante, apenas pelo ódio de um miliciano à atuação da vereadora, faz a apresentação de novos dois suspeitos parecer uma peça de ficção. Uma versão difícil de engolir.”

Redação com Meio

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