Golpe do WhatsApp; descubra se você é vítima

Golpe do WhatsApp; descubra se você é vítima

Criminosos voltaram a utilizar as mensagens de WhatsApp como ferramenta de golpe, que iniciou em 2016 e depois de muito alerta feito pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Cuiabá havia sumido das costumeiras armadilhas para tomar dinheiro por meio da boa fé.

Recentemente até a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes foi vítima, assim como o deputado estadual Paulo Araújo, (MDB). Ambos tiveram as linhas telefônicas clonadas.

Na modalidade, que até então se configura como estelionato, os bandidos clonam o número de celular e pedem dinheiro a pessoas próximas ao proprietário da linha telefônica.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp-MT), 4.322 mil novos casos surgiram na “praça”, somente no primeiro semestre de 2019. Retrocedendo, ou seja, dados de anos anteriores (2017 e 2018), totalizam 17.29 mil ocorrências da mesma natureza em Mato Grosso.

Na época em que a fraude foi descoberta, em 2016, a PJC emitiu um alerta explicando as formas de abordagens dos criminosos em que mesmo pessoas mais esclarecidas acabam acreditando na fraude, primeiro por estarem vendo a foto da pessoa e segundo, pelo histórico de conversas recentes.

Agora, além de pedir dinheiro os estelionatários proferem ameaças às vítimas quando são reconhecidos, que é o caso do corretor de imóveis Antônio Nunes Marinho Filho, de 29 anos.

Ele procurou a Delegacia Virtual da Capital, na Avenida Tenente Coronel Duarte, próximo ao Ganha Tempo da Praça Ipiranga (região central), no dia 06 deste mês para comunicar a denúncia.

Os bandidos clonaram o número que estava disponível em um anúncio no site OLX e por meio de um código enviado no celular, obtiveram acesso às informações pessoais da vítima.

O trabalhador então acreditou ser a empresa anunciadora e fez a confirmação do código via mensagem e em seguida recebeu uma ligação falsa do DD 11. Antônio contou ainda que após isso o “hacker” invadiu sua conta no WhatsApp e passou a pedir dinheiro aos seus amigos, de tal forma que um deles efetuou depósito bancário no valor de R$ 500.

A irmã de Antônio percebeu se tratar de um golpista somente quando foi questionada sobre o número da própria mãe. Ela recebeu ainda uma ligação do criminoso logo após ser informada de que ele já havia arrecadado R$3,5 mil e mais R$ 1,9 mil de duas transferências distintas. Ousado, o golpista chegou ainda assediou a mulher. (veja a íntegra de todas as conversas na galeria abaixo).

A esposa do corretor, que também não caiu na fraude, chegou a ser ameaçada inclusive. Ele afirmou que criaria um perfil falso com a foto dela para ludibriar novas vítimas.

Apesar de não conseguir recuperar seu ‘WhatsApp’, Antônio conseguiu bloquear seu chip na operadora e pede aos clientes e todos que o conhecem que, não façam nenhum deposito bancário em seu nome.

De acordo com o artigo do Código Penal Brasileiro 171, a medida fraudulenta pode render uma pena de 1 a 5 anos de reclusão ao réu, mais pagamento de multa.

Saiba se foi vítima

O golpe atinge ao menos duas vítimas, a que tem o ‘celular’ clonado e a outra que é lesada financeiramente. Segundo a Polícia Civil, o criminoso entra em contato, através do WhatsApp, com um amigo próximo ou um parente da vítima que teve o celular clonado, perguntando se a pessoa tem acesso ao banco via computador ou celular.

Diante da resposta afirmativa, o golpista pede ao amigo faça uma transferência de urgência, com a promessa de devolver o dinheiro em espécie. Ele passa o número da conta em que o dinheiro deve ser depositado para concretizar o crime. As vítimas acabam acreditando na situação, uma vez que o pedido vem direto do número de telefone da pessoa conhecida.

Orientação

Antes de fazer qualquer transferência online a pedido de um parente ou amigo, procure entrar em contato pessoalmente com quem solicita.

A Delegacia Especializada de Estelionato, que investiga esse e outros tipos de golpes, funciona na 2ª Delegacia de Polícia do Carumbé, na Avenida Dante Martins de Oliveira s/nº, bairro Planalto, Cuiabá.

Reporter MT

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