FACHIN A ÚLTIMA BARREIRA CONTRA A IMPUNIDADE DE LULA

FACHIN A ÚLTIMA BARREIRA CONTRA A IMPUNIDADE DE LULA

O Supremo está à deriva e sua tripulação ficou amotinada em dois grupos rivais. A disputa interna se tornou uma guerra de manobras que desobedecem às próprias práticas e entendimentos da corte. Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski driblaram o entendimento do próprio Supremo que permite a prisão de condenados em segunda instância.

O trio inventou brecha para dar um contragolpe no estratagema armado pela presidente da corte, Cármen Lúcia. Ela bloqueou da pauta do plenário um conjunto de ações que poderiam reverter a execução antecipada de penas. Lewandowski resumiu a questão. Disse que, enquanto esses casos não forem julgados em definitivo, cada ministro poderá decidir como quiser.

Era uma lógica feita sob medida para uma reclamação de Lula. Só não foi solto porque Edson Fachin fez sua própria gambiarra. Sem o petista na pauta, os ministros aplicaram outra artimanha. Correram para julgar casos polêmicos antes que a balança de poderes da Segunda Turma mude.

O Supremo nunca foi perfeitamente harmônico, mas o caos se instala quando cada ministro resolve aplicar artifícios questionáveis para produzir os resultados que deseja. O transatlântico se move em círculos. “É impossível saber que rota seguirá.”(Bruno Boghossian-Folha)

Tudo pode ficar ainda pior para Lula. Fachin, ao repassar a decisão ao pleno, lembrou que pela lei o ex-presidente se torna inelegível. Segundo Mônica Bergamo, há no PT quem tema que os ministros se adiantem e já o declarem fora da eleição antecipadamente.

Redação com Canal Meio

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