EFEITO LAVA JATO: INVESTIGADOS QUE NÃO SE ELEGERAM

EFEITO LAVA JATO: INVESTIGADOS QUE NÃO SE ELEGERAM

A Operação Lava Jato é uma vitoriosa. O número de investigados por ela que não conseguiram se reeleger é grande, até mesmo entre os mais conhecidos. No Ceará, o presidente do Senado, o emedebista Eunício Oliveira, buscava um novo mandato mas acabou ficando em terceiro lugar em uma eleição disputada. O mesmo aconteceu em Roraima, com o presidente nacional do MDB, Romero Jucá. A família Sarney foi abatida quase por inteiro do poder. Não deu para Roseane Sarney, do MDB, que acabou vencida na disputa pelo governo maranhense por Flávio Dino, reeleito. Sarney Filho e Edison Lobão também não conseguiram espaço no Senado. Ficou solitário um neto do ex-presidente, que se elegeu para a Assembleia local.

Não é uma lista pequena entre investigados ou mesmo entre aqueles que a combateram. A começar pela ex-presidente Dilma Rousseff, que teve no impeachment os direitos políticos mantidos, mas que o povo mineiro escolheu tirar da política por um tempo. Ela ficou em terceiro e não vai ao Senado.

Lista longa mesmo. Inclui ainda Beto Richa, tucano do Paraná. Lindbergh Farias, do PT fluminense. Delcidio Amaral, do PTC sul-mato-grossense. Marco Antonio Cabral, filho de Sergio Cabral; Daniele Cunha, filha de Eduardo Cunha; Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani — os três representantes do núcleo central do MDB do Rio. Não entrou tampouco Cristiane Brasil, do PTB-RJ, filha de Roberto Jefferson. Ou ainda: Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); Cassio Cunha Lima (PSDB-PB); Garibaldi Alves Filho (MDB-RN); Wadih Damous (PT-RJ); Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel.

A grande surpresa foi no Espírito Santo, o quase vice de Jair Bolsonaro, Magno Malta, do PR não conseguiu a reeleição.

A Câmara dos Deputados passará a ser mais claramente dividida entre direita e esquerda. São justamente os partidos de Bolsonaro e Haddad que terão as maiores bancadas: PT e PSL elegeram mais de 50 deputados cada e serão as siglas com mais força na Casa. O deputado federal mais votado é Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável. Ele desbancou Enéas Carneiro, Celso Russomanno e Tiririca e tornou-se o deputado federal com mais votos na história. Candidato do PSL no Rio, recebeu, segundo O Globo, mais de 1,7 milhão de votos.

Redação com Canal Livre

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