EDITORIAL: CONSELHEIRO PROCESSA JORNALISTAS POR MOSTRAR SUAS FALCATRUAS

EDITORIAL: CONSELHEIRO PROCESSA JORNALISTAS POR MOSTRAR SUAS FALCATRUAS

Durante vinte anos os jornalistas de Mato Grosso viveram com medo de falar alguma coisa contra conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

E o mais terrível de todos os medos, o medo de ter ideias próprias e emitir opiniões. Amarrada num aparente consenso, cego e autoritário, qualquer manifestação de discordância dos julgadores de contas e de sua rede derivada de protegidos, beneficiários, defensores e comprados, era tratada a mercê.

Hoje, qualquer matéria na imprensa que ouse a mostrar algum problema do TCE de Mato Grosso e que seja contra a atual gestão recebe uma avalanche de críticas.

Quem é a favor – faz ´ouvidos mouros´- e joga sua índole na esparrela em favor de parcos recebimentos para seus blogs, colunas, jornais ou mesmo em matérias plantadas na grande imprensa.

E não crítica ou discorda das atitudes nada republicanas do atual presidente do TCE, Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto.

É tentativa brutal e torpe de afrontar a liberdade de imprensa.

Não se pode “calar a boca da imprensa”, que tem sua liberdade de comunicação e informação a serviço da sociedade.

E com o devido respeito, são ações que contraria a Constituição. Mas, vamos aos fatos. Não há fins que justifiquem os meios.

Um conselheiro não pode violar um direito fundamental inscrito na Constituição para processar e intimidar jornalistas que resolvem mostrar suas falcatruas, suas ações espúrias e seu descontrole emocional.

E é o que eles fez contra os jornalistas Pedro Ribeiro (Página 12), Laerte Lannes (O Mato Grosso), Marcelo Duarte (Site Marreta-Urgente – Rondonópolis) e Luís Fernando (Site Poconeonline – Poconé), pedindo reparação de danos morais.

Mas, o questionamento é: Por que ele não acionou a justiça comum ao invés de acionar o juizado especial para propor tais ações?

A resposta é simples: Primeiro ele não quis pagar as distribuições dos processos.

Segundo, se ele perder as ações (e ele sabe que irá perder em virtude dos robustos documentos acostados nas reportagens), não terá que pagar nenhum centavo de reparação para os jornalistas.

Então o porquê das ações? Para tentar intimidar os jornalistas e seus respectivos veículos para não veicularem mais matérias mostrando suas ações ´nefastas´.

Mas, continuaremos a mostrar a verdade contra esse que diz ´coronel´ do TCE.

Como ex-deputado estadual e federal foi improdutivo em seus mandatos. E como conselheiro é questionado pela sua capacidade intelectiva nos julgamentos de contas públicas.  E investigado pelo Ministério Público Federal e Estadual, Polícia Federal e já foi indiciado pela polícia civil de Mato Grosso por crime ambiental.

Já foi investigado pelo COAF. Foi denunciado pelo ex-secretário da Casa Civil do Estado Pedro Nadaf, de exigir ´extorsão´ de R$ 50 milhões para aprovar as contas da gestão do ex-governador Silval Barbosa.

A delação foi encaminhada para a Procuradoria Geral da Republica, em Brasília e já foi encaminhada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processamento. Foi denunciado pelo ex-governador Silval Barbosa, também em delação no Supremo Tribunal Federal (STF), por exigir propina.

Está sendo processado pelo Ministério Público por ter afrontado a lei 8.429/92 e o regimento interno do próprio TCE ao realizar comércio.

E acusado de não fazer licitações no órgão. Foi denunciado também por ter beneficiado um amigo em uma licitação para realizar contratação de produtora.

Também foi matéria da imprensa por ter contratado uma empresa de informática em contrato suspeito.

Foi processado por furtar diárias do TCE para viajar para a Espanha, em um congresso internacional. É suspeito de ser o ´lider´ dos criminosos da operação Convescote que roubaram milhões do TCE, a denuncia foi encaminhada pelo Gaeco para a juíza Selma Arruda, que de pronto encaminhou para o STJ, por causa do foro por prerrogativa de função.

Além de inúmeros outros crimes cometidos pelo nobre conselheiro que se lança a armações espúrias e ataques verbais, para tentar justificar o inexplicável.

O conselheiro não é apenas um agente público vocacionado a frequentar páginas de jornais por noticias pouco afeitas à ética, retidão ou integridade.

Transtornado e fora de si pelos noticias publicadas pelos veículos que veiculam reportagens/denuncias, contando um pouco a trajetória do conselheiro, que também é acusado de grilagem de terras, agressão, ameaça, lavagem de dinheiro e cárcere privado.

É deplorável que a estupidez dê lugar aos argumentos.

O jornalismo (na academia isso sim é previsto e ensinado) é uma atividade que se compromissa a defender e a zelar pelo bem da sociedade, repassar ao povo o que acontece. Portanto, as respostas a tantos desmantelo, tantas suspeitas e dúvidas sobre a honestidade do conselheiro, não devem ser substituídas por atos de desequilíbrio ou descompostura.

A sociedade que lhe paga pelo seu salário, diga-se de passagem – infrutífero – exige satisfações e a devida prestação de contas, principalmente no aumento injustificável de seu patrimônio, senhor Antônio Joaquim.

Este veículo reserva-se constitucionalmente, ao direito de lhe cobrar, porque a resposta a tudo isso, mesmo que o senhor insiste em escamotear, em driblar, em esconder, ou usar o látego como rebate, é uma obrigação sua, nem tanto como cidadão, mas como homem público.

Ao agredir e tentar intimidar os jornalistas com açãozinhas, o senhor poderia ser mais objetivo e chamar as reportagens de mentirosas. Não é verdade! É do senhor que se espera respostas para muitas perguntas, sem esclarecimentos plausíveis.

Na realidade o senhor parece se nutrir do desdém, do deboche ou da indiferença.

Façamos o seguinte senhor Antônio Joaquim: responda a sociedade de maneira clara, objetiva e concisa sobre as suspeitas de todas as suas falcatruas, principalmente pelo aumento injustificável de seu patrimônio.

Se o senhor convencer os jornalistas e a sociedade de Mato Grosso, compromissamo-nos a conceder-lhe 01 (uma) página de jornal e uma coluna nos sites para lhe pedir desculpas, durante um ano.

Ficamos assim, conselheiro. Responda e preste contas à sociedade sobre seus gastos e a ´mágica´ do seus patrimônio, e as suspeitas que lhe pesam, para que possamos dar por encerrado, este assunto, que na realidade, é lastimável.

A nós, não cabe julgar, mas, apontar, reportar ao povo (que paga seu salário), os acontecimentos.

É lamentável ainda que pessoas como o senhor… sabe lá por que cargas d´água, ainda conseguiu cargo de conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Porque, na verdade, o senhor ao que parece fez do seu cargo uma profissão rentável, de sorte que lhe serve de válvula de escape dos recalques por não ter conseguido (como politico e nem como profissional liberal ou mesmo como um servidor que realizou concurso público de provas e títulos), nenhum respeito.

Fica aqui a sugestão: explique-se ao povo e, certamente, lhe daremos o mesmo espaço para o que dificilmente, o senhor será capaz de contestar.

 

PEDRO RIBEIRO (Jornal Página 12 – Cuiabá)

LAERTE LANNES (Jornal O Mato Grosso – Várzea Grande)

MARCELO DUARTE (Site Marreta Urgente  – Rondonópolis)

LUÍS FERNANDO (Site Poconé Online – Poconé)

 

 

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