Dois padres são denunciados por estupro em Rondonópolis

Dois padres são denunciados por estupro em Rondonópolis

Dois padres de Rondonópolis-MT, são suspeitos e estão sendo  investigados por suposto estupro. Segundo boletim de ocorrência  Jhonatha Almeida da Silva e Thiago Silveira Barros  foram denunciados pelo menor de 17 anos que seria a vitima.

padres suspeitos de abuso sexual

O menor afirma que manteve um relacionamento com Thiago dos 13 anos até os 17 anos. E que, em 29 de julho, decidiu terminar o namoro e acabou sendo violentado. Para que não denunciasse o caso, o sacerdote entregou R$ 50 ao jovem.

Consta no BO que, ao procurar a polícia, junto com uma tia, o adolescente entregou conversas que manteve com o padre e que comprovariam a relação. O rapaz detalha na ocorrência policial que as investidas do padre Thiago começaram após a vítima se confessar com ele.

À época, com 13 anos, afirma que, antes de ir para a Formação de Adolescentes Cristãos (FAC), em setembro de 2015, teve um relacionamento com um colega de sala de aula da mesma idade. Depois, decidiu confessar a situação ao padre Thiago que, segundo o relato, começou a se aproximar dele e, com isso, a pedir “nudes” (fotos sem roupa), o que foi atendido pelo jovem.

Trecho do BO registrado, que explica como o menor começou a se relacionar com padre Thiago Silveira Barros

O padre, então, passou a levá-lo ao shopping da cidade para lanchar e ainda lhe dava dinheiro “tentando conquistá-lo”, diz trecho do BO. E, em um dia, o padre levou o menino para a casa da avó onde, segundo registro no BO, tiveram a primeira relação sexual.

A vítima, hoje com 17 anos, diz que, a partir daí, engataram um relacionamento e que ambos permaneceram juntos até este ano – leia acima, um dos trechos.

Durante os quatro anos de relacionamento, o menor menciona que chegaram a manter relação sexual com uma terceira pessoa, outro coroinha da Paróquia São José Operário. O adolescente relata também que, em um dos encontros, Thiago lhe confidenciou que teve uma relação com outro coroinha e que este menino ameaçou denunciá-lo. A situação teria sido resolvida com a compra de um aparelho celular.

O adolescente diz também que o padre foi transferido para Alto Garças (a 357 km de Cuiabá), mas que continuou a levar outros coroinhas para a cidade. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Rondonópolis, na manhã de 12 de novembro, pela tia do menor.

Ela relata que decidiu procurar o sobrinho para saber o que estava acontecendo após um “aconselhamento” de outro padre. O menor então teria revelado a situação a ela. A Especializada pediu exame de corpo de delito da vítima, que entregou conversas que manteve com o padre à polícia.

Outro padre

Com 15 anos, o menino conta que padre Thiago enviou o contato dele para o padre Jhonatha e que ele se encontrou com o mesmo na frente do salão paroquial da igreja São José Operário. A vítima não conta qual foi o teor da conversa com Jhonatha. Não fica clara também qual foi a conduta dele.

Em relação a ao padre Jhonatha, no boletim, ficam registrados a apuração dos crimes de “aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, crianças com o fim de com ela praticar ato libidinoso (consumado), favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de menor de 18 anos e maior de 14 anos (consumado). Corromper ou facilitar a corrupção de menores, utilizando-se de meios eletrônicos (consumado)”.

Já em relação a Thiago, o caso foi registrado como investigação dos crimes de “aliciar, assediar, instigar ou constranger por qualquer meio de comunicação, estupro (consumado), favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de menor de 18 anos. Estupro de vulnerável consumado, além de corromper ou facilitar a corrupção de menores, utilizando-se de meios eletrônicos (consumado)”.

As informações foram publicadas pelo site RDNEWS, que teve acesso em primeira mão ao Boletim de Ocorrência.

Outro Lado  

Tentamos entrar em contato, várias vezes, com os dois padres. Mas, até a publicação desta matéria não obteve sucesso. O espaço segue aberto para que ambos possam comentar o assunto e dar a sua versão. Procurado, o bispo Dom Juventino não comentou o caso.

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