DOCUMENTOS SÃO QUEIMADOS E PROVAS DE “MENSALINHO” PODEM NÃO EXISTIR

DOCUMENTOS SÃO QUEIMADOS E PROVAS DE “MENSALINHO” PODEM NÃO EXISTIR

O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Guilherme Maluf (PSDB), avalia que será difícil provar a existência do suposto “mensalinho”, uma vez que, a cada cinco anos, os documentos do Legislativo são queimados. “É difícil dizer que é blefe (de Riva).

Mas, aqui tem legislação que permite incinerar. Estamos falando de quase 20 anos, então documentos foram incinerados pelo menos três vezes”, ressalta o tucano, em entrevista à imprensa.

O caso “mensalinho” veio à tona no depoimento do ex-presidente José Riva na Sétima Vara Criminal da Capital, sob Selma Arruda, na semana passada. Riva divulgou nomes de 33 ex-deputados e parlamentares que, supostamente, recebiam R$ 30 mil do Executivo. Os pagamentos, segundo Riva, iniciaram no Governo Dante de Oliveira (falecido), passando por Blairo Maggi (PP), que nega envolvimento.

Ex-presidente da Assembleia, Guilherme Maluf lembra que documentos são queimados a cada 5 anos
Maluf, que nega ter recebido valores ilícitos, diz que prefere cautela antes de tomar qualquer atitude diante das declarações de Riva. No início da semana, o tucano disse que o ex-parlamentar está desesperado e que quer jogar lama na Assembleia.

“Essa conversa é algo que a gente esperava. Porque você tem um cidadão desesperado, cidadão que foi condenado há 20 anos e tem mais 100 processos contra ele”.

Essa não é primeira vez que a incineração de documentos vem à tona. Em 2013, documentos foram queimados. A situação ocorreu no mesmo período em que houve o afastamento de Riva do cargo de presidente.
O Legislativo, no entanto, negou que a extinção de documentos tivesse relação com o ex-deputado.
Em depoimentos na ação relativa à operação Imperador, em 2015, Maluf, na condição de presidente, disse que houve documentos destruídos na Assembleia, no entanto, não soube dizer quais.

Riva é apontado como líder da suposta organização criminosa. A Operação Imperador apura o suposto desvio de mais de R$ 62 milhões do Parlamento, entre 2005 a 2009, por meio de fraudes na compra de materiais de expediente para os gabinetes dos deputados.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), o montante foi pago sem que houvesse a efetiva entrega dos produtos de informática e papelaria. O dinheiro desviado transitava nas contas bancárias das pessoas jurídicas “fornecedoras” do material apenas para ocultar o retorno para as mãos do ex-parlamentar, o que se fazia por intermédio do então servidor do Parlamento Edemar Adams (falecido)

Fonte:Rdnews.com

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