DITADOR MADURO FECHA FRONTEIRAS DA VENEZUELA CONTRA A AJUDA HUMANITÁRIA

DITADOR MADURO FECHA FRONTEIRAS DA VENEZUELA CONTRA A AJUDA HUMANITÁRIA

Nicolás Maduro elevou em muitos graus a temperatura das relações com o governo brasileiro ao fechar na noite de ontem a fronteira entre Venezuela e Brasil. Grupos de venezuelanos que entraram em Roraima pouco antes das 20h (horário local) foram informados pela Guarda de fronteira de que não poderiam retornar. O objetivo do presidente é impedir a saída de comboios para buscar ajuda humanitária aqui e na Colômbia, cuja fronteira também foi fechada.

O governo brasileiro informou, porém, que o envio está mantido. Aviões da FAB levarão para Boa Vista 22,8 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros socorros.

Antes que a fronteira fosse fechada, venezuelanos invadiram o comércio de Pacaraima (RR) à procura de mantimentos. Lojistas locais tiveram dificuldade em repor os produtos, tamanha a velocidade das vendas. O governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), disse temer desabastecimento de combustível, energia e insumos agrícolas no estado, caso o fechamento seja mantido.

O vice-presidente Hamilton Mourão descartou na noite de ontem a possiblidade de o Brasil ‘atravessar a fronteira’ com a Venezuela. “Isso não existe”, declarou. Mourão vai representar Bolsonaro na reunião do Grupo de Lima, que acontece na segunda-feira, em Bogotá, para discutir a crise.

Na Venezuela, integrantes da Guarda Nacional Bolivariana, chavista, atacaram com bombas de gás uma caravana com o presidente do Congresso e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó. O grupo se dirige à fronteira com a Colômbia para buscar a ajuda humanitária. Apesar do ataque, a caravana seguiu seu caminho.

Redação com Meio

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