DELAÇÃO DE ALAN MALOUF HOMOLOGADA PELO STF ENVOLVE PEDRO TAQUES E NILSON LEITÃO

DELAÇÃO DE ALAN MALOUF HOMOLOGADA PELO STF ENVOLVE PEDRO TAQUES E NILSON LEITÃO

O acordo de delação premiada de Alan Malouf, empresário que diz ter participado de um esquema de repasses de caixa dois e desvio de dinheiro público que envolve o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) foi homologado pelo ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo informações da Folha de São Paulo.

Ainda na mesma reportagem o líder do PSDB na Câmara Nilson Leitão (PSDB) também teria sido citado como uma das lideranças do esquema.

Malouf afirma que captou R$ 10 milhões em recursos não contabilizados para a campanha de Pedro Taques ao governo, em 2014, então candidato do PDT na delação feita a à Procuradoria-Geral da República. O delator afirma que “esteve reunido mais de 100 vezes com o governador Pedro Taques em sua residência para tratar de assuntos financeiros ligados a campanha de 2014”.

Atualmente, Taques tenta a reeleição e Leitão concorre ao Senado. Os dois negam ter cometido irregularidades.

Governador diz que afirmações de delator são fantasiosas

Em nota, o governador Pedro Taques negou “enfaticamente as afirmações levianas do investigado Alan Malouf”.

Segundo ele, todas as movimentações financeiras da campanha de 2014 foram registradas na prestação de contas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Taques diz que já prestou depoimento à PGR sobre o assunto e apontou equívocos nas falas de Malouf. Diz que não fez acordo com Silval.

Para o tucano, Malouf tem “o claro propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si” e disse que “constituiu advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça”.
O governador ainda afirma que rescindiu 14 dos contratos alvo da Operação Rêmora e impediu prejuízos aos cofres públicos.

“Desta forma, do total de R$ 56 milhões em contratos, a Controladoria Geral do Estado apurou que o dano potencial esteja na ordem de R$ 370 mil, que será ressarcido no procedimento de responsabilização das empresas envolvidas.”

Também em nota, Nilson Leitão afirma que ao longo de sua vida pública, nunca solicitou recursos ilícitos ou pediu para que alguém o fizesse em seu nome.

“Não tenho nada a temer e estou sempre à disposição da Justiça, porque defendo que pessoas públicas têm a obrigação de dar explicações”, afirmou.

Segundo ele, a acusação é requentada, vazia e mentirosa, baseada em ‘disse-me-disse’ de condenado a 11 anos de cadeia que tenta atingir sua candidatura para obter vantagem em acordos com a Justiça.

”Confio e espero também que, ao cabo disso tudo, sejam punidos exemplarmente aqueles que tentam me prejudicar e me envolver em ações criminosas mesmo sabendo que sou inocente”, disse.

O ex-secretário Júlio Modesto disse que seu papel no governo foi técnico e não administrou nenhuma conta ou foi coordenador de campanha.

Redação com Folha

 

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