DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PSL ABRIGA EX-ALIADOS DO PT

DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PSL ABRIGA EX-ALIADOS DO PT

O Partido Social Liberal (PSL) do presidente Jair Bolsonaro é a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, com 52 parlamentares e possui quatro senadores. Sendo que foi o partido que mais cresceu nas assembleias legislativas e na Câmara Distrital. A legenda subiu de 16 cargos em 2014 para 76 nas Eleições 2018.

Com todo esse sucesso é normal que muitos se agreguem com o intuito de participar do partido, porém sem a mínima noção que representam a direita brasileira. E muitos que entrarão na onda de renovação bolsonariana que inunda o país sequer possuem identidade com os pensamentos de direita; na verdade são esquerdistas que surfam na onda e que em breve serão desmascarados, sedo somente uma questão de tempo.

Uma breve pesquisa e encontramos um caso interessante na comissão provisória do PSL do estado do Rio Grande do Sul, sob a presidência do tenente-coronel Luciano Lorenzini Zucco o deputado estadual mais votado com 166.747 votos nas eleições de 2018. Ex-coordenador do Gabinete de Segurança da Presidência da República nas gestões dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, um especialista na área de inteligência e análise de risco.

Entretanto não houve entre o presidente do diretório estadual do PSL e seus ex-chefes qualquer relação política, apenas cumpriu profissionalmente suas funções enquanto esteve lotado no gabinete. Estavam em um campo político oposto, ele a direita em seus ideais.

Comissão Provisória Diretório PSL/RS

Um olhar mais acurado e encontramos entre os membros do diretório, o Vogal: Diógenes Berthes Da Silva, policial militar da reserva, candidato quatro vezes a cargos eletivos, a primeira em 2006 pelo PSDB concorreu a uma vaga na assembleia do RS, em 2008 a vereador pelo PDT e 2012 pelo PT.

No ano de 2010 quando foi candidato a Deputado Estadual pelo Partido dos trabalhadores (PT), e consta em sua prestação de contas uma doação de recursos da deputada federal Maria do Rosário (PT), muito conhecida pela sua rivalidade com o atual presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL).

Outro Lado

O tenente da reserva, Diógenes Berthes Da Silva, explicou a reportagem do Marreta Urgente que nunca foi filiado ao Partido dos Trabalhadores, e sequer participou de reuniões partidárias. “Conforme a prerrogativa da lei eleitoral que permite aos militares uma condição especial para concorrerem a cargos eletivos”. Dessa forma ele apenas concorreu aos cargos. Sem caracterizar o viés ideológico.

Sobre a doação que consta em sua prestação de contas, de valores doados pela deputada federal Maria do Rosário (PT), ele explicou que os santinhos dos candidatos a deputado federal, estavam vinculados a uma dobradinha com os candidatos a estadual e assim os recursos eram destinados para os santinhos e materiais de campanha.

Relatou ainda, que sequer teve “qualquer contato com a deputada federal Maria do Rosário (PT) e que optou por concorrer pelo Partido dos Trabalhadores, porque na época era o partido em maior evidência no país”. Sem que isso implicasse uma posição ideológica.

Redação

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