CÂMERA FLAGROU FABRIS SAINDO DO APARTAMENTO COM MALA NA MÃO, PIJAMA E CHINELO

CÂMERA FLAGROU FABRIS SAINDO DO APARTAMENTO COM MALA NA MÃO, PIJAMA E CHINELO

O deputado estadual afastado Gilmar Fabris (PSD), que está preso desde o dia 15 de setembro no Centro de Custódia da Capital (CCC) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), tem contra a sua defesa imagens do circuito interno do edifício onde mora. Esta é a principal prova que sustenta o pedido de prisão preventiva. Ele é acusado de obstrução da Justiça.

Nas imagens, às quais o HiperNoticias teve acesso com exclusividade, o parlamentar deixa a sua residência, juntamente com a esposa, Anglisey Battini Volcov, 20 minutos antes dos agentes da Polícia Federal cumprirem mandados da Operação “Malebolge” da qual foi alvo de busca e apreensão. O deputado carregava uma pasta.

Primeiro, Fabris chega em casa com o cunhado por volta da 1h da manhã. Depois, aparece às 5 horas e 34 minutos do dia 14 de setembro, entrando no elevador do prédio, vestido de bermuda e camiseta azul e chinelos, com cabelos despenteados e aparentemente sonolento, ao lado de sua esposa. O deputado está com uma mala preta, que, segundo a PGR, estaria com “documentos e valores de interesse das investigações”.

Logo depois, os dois aparecem já na garagem do prédio entrando em uma caminhonete Range Rover para deixar o local. Para o ministro do STF Luiz Fux, a saída de Fabris configurou-se “estado de flagrância quanto ao crime de organização criminosa e especialmente o de embaraço à investigação criminal que envolve organização criminosa”.

A decisão ainda revela que agentes da policial federal chegaram a procurar o deputado pelas ruas da Capital. “A polícia logo após descobrir a fuga do deputado estadual Gilmar Fabris, ainda no curso do cumprimento da busca e apreensão, colocou-se em seu encalço”, diz outro trecho da decisão.

Gilmar Fabris também gravado pelo ex-chefe de gabinete do Silvio Corrêa, onde ele aparece reclamando da quantia de dinheiro que ele, supostamente, teria a receber: “Só um pedaço? Por quê?”, questionou o deputado ao chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Sílvio Cesar Corrêa.

O deputado Fabris dialoga sobre a quantia de dinheiro distribuída a cada parlamentar, que seria de R$ 50 mil, e isto seria apenas um “pedaço”. A delação do ex-governador foi firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

 

Redação com Hipernotícias

 

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