BOLSONARO O ESCOLHIDO POR DEUS PARA GOVERNAR O BRASIL

BOLSONARO O ESCOLHIDO POR DEUS PARA GOVERNAR O BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro divulgou ontem, através do seu Facebook, um vídeo no qual o pastor congolês Steve Kunda o declara escolhido por Deus para governar o Brasil assim como Ciro o foi, na Pérsia. “Não existe teoria da conspiração”, afirmou o presidente ao compartilhar, “existe uma mudança de paradigma na política.”

No vídeo, falando em francês, o pastor da congregação Orleans Gospel 45, deixa claro que não está fazendo política. “Sustentem esse homem, apoiem-no. Deus falou que os dois primeiros anos dele não serão fáceis. Mas foi Deus quem o escolheu.”

– Pastor francês expõe sua visão sobre o futuro do Brasil.- Não existe teoria da conspiração, existe uma mudança de paradigma na política.- Quem deve ditar os rumos do país é o povo! Assim são as democracias.

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Sunday, May 19, 2019

Na sexta, como revelou Tânia Monteiro, Bolsonaro já havia distribuído por WhatsApp um texto com carga pessimista. “Bastaram cinco meses de um governo atípico para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado com o interesse dos seus eleitores”, afirmou o autor até então apócrifo. “O Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento. Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Como todas suas ações foram ou serão questionadas no Congresso e na Justiça, apostaria que o presidente não serve para nada. Bolsonaro não é culpado pela desfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou.” O texto, sem assinatura, foi escrito por Paulo Portinho, um analista da Comissão de Valores Mobiliários. “Só quis dizer o que está acontecendo no Brasil”, afirmou. Quando perguntado a respeito do que queria dizer com o texto, o presidente limitou-se a afirmar — “Pergunta para o autor, apenas passei para meia dúzia de pessoas.”

Bernardo Mello Franco: “O texto descreve Bolsonaro como refém das ‘corporações’, entre elas Congresso, Justiça e Forças Armadas. No fim, traça um cenário de ‘ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível’. O tom apocalíptico lembra a carta-renúncia de Jânio Quadros, outro presidente que chegou ao poder com discurso messiânico. Na campanha, brandia uma vassoura com a promessa de limpar a ‘bandalheira’ da política. No poder, perdeu-se em medidas como a proibição da briga de galo e do maiô de duas peças. Em agosto de 1961, Jânio escreveu que desejou ‘um Brasil para os brasileiros’, mas foi ‘esmagado’ por ‘forças terríveis’. A renúncia, sete meses depois da posse, foi uma tentativa frustrada de emparedar o Congresso. ‘Imaginei que o povo iria às ruas, seguido dos militares, e que seria chamado de volta. Deu tudo errado’, ele confessaria, três décadas depois. Bolsonaro já imitou o antecessor nas cruzadas conservadoras. Ao flertar com a radicalização, o presidente sugere que o fantasma de Jânio continuará a nos assombrar.”

Redação com Meio

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