Após 11 dias internada, menina de 2 anos vítima de maus-tratos, recebe alta e vai morar em Maceió

Após 11 dias internada, menina de 2 anos vítima de maus-tratos, recebe alta e vai morar em Maceió

A menina de apenas dois anos de idade, que deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Rondonópolis, no dia 22 de julho, em estado grave, após maus-tratos e espancamentos, supostamente, causados pela própria mãe e pelo padrasto, recebeu alta da unidade de saúde no final da manhã do último domingo (02) e está sob os cuidados de uma tia-avó que veio de Maceió (AL) para cuidar da menida. Ela ficará com a guarda da criança.

A criança deu entrada no hospital, onde ficou internada por 11 dias, com uma costela quebrada, traumatismo craniano e diversos hematomas pelo corpo, além de muitos ferimentos de mordidas e queimaduras de cigarro. O quadro clínico era considerado gravíssimo. A mãe e o padrasto continuam presos.

De acordo com o Conselho Tutelar, a criança se recuperou muito mais rápido do que os médicos esperavam devido ao estado de saúde o qual deu entrada na unidade médica e hoje já está completamente recuperada e muito bem.

 Menina tinha ferimentos de mordidas e queimaduras de cigarro.

A instituição explicou que a mãe e filha haviam se mudado há cerca de 3 meses da Capital Alagoana para MT, de modo que a menina ainda tem vínculos fortes com a família ‘de lá’ e foi perceptível no momento em que a criança encontrou com a tia, como se sentiu confortável e a felicidade.

Desse modo, em parceria com o Conselho Tutelar de Maceió, foi feita toda uma análise sobre a família, com visitas à residência, situação financeira e entrevistas, para que a familiar receba a guarda da criança, o que já está em andamento e quase pronto para que a garotinha possa viajar e ser criada pela tia.

A mãe, J.P.S., 25 anos, foi transferida para  Cuiabá e segue presa na penitenciária feminina. O padrasto, A.D.S, continua na penitenciária da Mata Grande, enquanto o inquérito segue em investigação pela Deca (Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente).

Entenda o caso

De acordo com informações da imprensa local, a mãe da menina havia acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), informando que a filha estava engasgada, porém, no momento em que os paramédicos chegaram ao endereço, a mulher queria impedir o atendimento e relatado que a menor já estava bem.

Desconfiados da situação, a equipe médica insistiu em atender a menina e ver como ela estava, momento em que os profissionais se depararam com a criança com diversos ferimentos, supostamente mordidas e agressões físicas.

A criança recebeu os primeiros atendimentos e foi imediatamente encaminhada ao Hospital Regional, onde teria dado entrada com suspeita de uma costela quebrada e traumatismo craniano, devido às agressões sofridas.

A Polícia militar (PM) foi acionada pela equipe de enfermagem que atendeu a garotinha no box de emergência, Os profissionais relataram as condições em que a menor chegou ao local.

Os militares acionaram o Conselho Tutelar, que encaminhou uma representante ao hospital e acompanhou todos os procedimentos médicos da menina.

Em seguida, os policiais questionaram a mãe e o padrasto da criança sobre a situação e os acusados não conseguiram justificar o motivo de toda aquela violência contra a menina de apenas 2 anos de vida, quando foram encaminhados à delegacia e presos.

Redação com Reporter MT

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