A VERDADE SOBRE A CHAPA LULA -HADDAD

A VERDADE SOBRE A CHAPA LULA -HADDAD

Foi um fim de semana de intenso vaivém no alto-comando petista — e faltava menos de uma hora para a meia-noite quando todas as peças finalmente se arrumaram em público no tabuleiro.
O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad será o vice de Lula, proclamado candidato na convenção de sábado. Manuela D’Ávila, que havia sido indicada à presidência na quarta, abriu mão da briga para que seu partido entrasse em coligação com o PT. Ao que tudo indica, no momento em que o TSE impugnar a chapa com o ex-presidente por conta da Lei da Ficha Limpa, devem se apresentar Haddad e Manuela para a disputa.

Para que simplificar? No discurso oficial, Haddad é um ‘vice temporário’, só enquanto não se resolve a situação de Lula. No cenário em que o ex-presidente estiver livre para disputar o Planalto imaginado pelo PT, Haddad deixaria a vice para que Manuela assuma o cargo.

Mas… Não foi um fim de semana tranquilo. No centro da polêmica esteve o desencontro de datas na lei eleitoral. O texto estabelece que as convenções dos partidos precisam ocorrer até 5 de agosto — ontem —, devem estabelecer candidatos, vices e coligações, e os resultados têm de ser publicados num prazo de 24 horas. Hoje, portanto.

O registro da chapa perante o TSE, porém, pode ser feito até o dia 15. O PT pretendia fechar sua chapa dentro do prazo mais conservador. Mas aí na sexta, a presidente da legenda Gleisi Hoffmann embarcou às pressas num jatinho, acompanhada de Fernando Haddad, convocados para uma reunião na cela de Lula. Quando saíram, tudo havia mudado. No sábado, o PT encerrou sua convenção nacional sem vice. Aflitos, em off, executivos do partido temiam a possibilidade de não fechar a chapa e correr o risco de anulação por erro bobo. O sempre leal jornalista Ricardo Kotscho chegou a bater duro, em seu blog: “Lula apequena o PT e humilha os velhos aliados.” Já era noite de domingo quando chegou uma carta de Lula indicando Haddad e mencionando simpatia por Manuela.

Pois é: o PSB nacional entregou aquilo que prometeu ao PT. Cassou a candidatura de Márcio Lacerda ao governo de Minas e pôs-se neutro na disputa pelo Planalto.

Em troca, o PT retirou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco. A neta de Miguel Arraes concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados. Lacerda não aceitou tão facilmente a intervenção e pretende ir à Justiça para confirmar a candidatura do PSB mineiro. No estado, o PT lançou Fernando Pimentel à reeleição e Dilma Rousseff ao Senado.

Aliás… Por pouco, por muito pouco, Dilma não dividiria novamente o palanque com o MDB. Era o que queria Pimentel e boa parte do MDB. A ex-presidente bateu o pé. E com a dificuldade do lado de lá, o MDB decidiu, já havia passado da meia-noite, apoiar a candidatura sub judice do PSB de Márcio Lacerda. Dá bastante tempo de TV para o socialista.

Redação com Canal do Meio

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