Reprodução A TRAGÉDIA DE SUZANO

A TRAGÉDIA DE SUZANO

Quando às 9h42 da quarta-feira (13/03) um atirador de 17 anos, atravessou o portão da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Tinha em mãos um revólver calibre 38. Ex-aluno, o rapaz começou imediatamente a atirar contra um grupo de estudantes e funcionários na recepção.

Era hora do lanche. Trinta segundos após, cruzou o portão seu amigo, Luiz Henrique de Castro, 25, também ex-aluno. Trazia besta, arco e flecha e uma machadinha. Golpeou corpos no chão e se jogou contra quem tentava fugir. Eles já haviam matado o tio de um deles, Jorge Antonio de Moraes, na locadora de carros da família.

Foi de lá que pegaram o automóvel que os levou. Dentro da escola, mataram a coordenadora pedagógica e uma funcionária. No pátio, mais cinco alunos. Os assassinos seguiram para o centro de línguas, onde alunos e professora haviam se trancado. E então, no corredor, um deles voltou-se contra o outro e o matou, cometendo suicídio na sequência. Em 15 minutos.

Este é o 7º ataque do tipo ocorrido no Brasil. Durante toda a quarta, internautas lembraram de outros tiroteios ocorridos em colégios, como o de Columbine, nos EUA (1999), o de Realengo, no Rio (2011), e o de Goiânia (2017). Com ampla cobertura internacional, o New York Times ressaltou que tiroteios em escolas não são comuns no Brasil. Relembre outros casos semelhantes.
O crime de Suzano deixou extremamente agitados os dois principais chans brasileiros.

São fóruns frequentados por rapazes que guardam o anonimato e falam num tom de extrema agressividade. Crimes como este, por lá, são incentivados. “Quando esses caras depressivos, solitários, decidem se matar”, conta um tuiteirofamiliar com o ambiente, “seus coleguinhas nos chans usam um chavão: ‘se mate, mas leve o gado junto.’” No ano passado, um dos frequentadores fez exatamente isto. Antes de cometer suicídio, matou uma mulher que lhe negara as investidas.

Redação com Meio

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