PEDIDO DE ” IMPEACHMENT” DO GOVERNADOR PEDRO TAQUES DEVERÁ SER APRESENTADO

PEDIDO DE ” IMPEACHMENT” DO GOVERNADOR PEDRO TAQUES DEVERÁ SER APRESENTADO

120 pessoas tiveram seus telefones grampeados entre eles políticos, jornalistas e advogados.

O governador Pedro Taques poderá sofrer processo de impeachment, as informações de que o Conselho Seccional da OAB/MT estaria preparando um documento com pedido de impeachment do governador. Após o documento encaminhado por Mauro Zaque à PGR, denunciando os ‘grampos’ ilegais, que, segundo ele, ocorriam em 2015 com a autorização do chefe do executivo.

O esquema de “escuta”, envolvendo autoridades no Estado teria contado com a participação de agentes do Setor de Inteligência da Polícia Militar. As escutas telefônicas ilegais em Mato Grosso são investigadas pela Procuradoria Geral da República e será tema de uma reportagem especial do programa Fantástico no domingo (14).

Oficialmente, a PM dizia que o alvo seria uma quadrilha especializada em tráfico de drogas.

Em meio a uma lista de possíveis traficantes, estavam números de políticos, empresários, médicos e outras pessoas que sequer teriam relação com o esquema ilícito. Essas pessoas tinham “codinomes” quase que semelhantes aos seus nomes originais.

Para grampear os políticos, também foram utilizados uma investigação contra assaltantes de supermercados. Novos nomes ao sistema de arapongagem foram adicionados em 2015.

Ate mesmo os assessores do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) estão entre os “grampeados”.

O relatório ainda aponta que a esposa de um deputado do PMDB, dezenas de assessores parlamentares também foram “grampeados”.

A deputada estadual Janaína Riva (PMDB), oposição ao Governo do Estado. Ela atendia pelo codinome “Janir” e teve dois números grampeados.

As escutas telefônicas clandestinas têm na lista 120 alvos, como o deputado federal Carlos Bezerra, (PMDB), jornalistas ,coronéis da PM e médicos.

José do Patrocínio, advogado foi alvo durante a campanha eleitoral de 2014, quando tinha como clientes políticos do PMDB, e respondia pela coordenação jurídica da campanha de Lúdio Cabral (PT) do Governo do Estado.

A versão do Governador

Em entrevista coletiva o governador se defendeu, dizendo que nunca teve conhecimento e nunca ordenou grampos contra políticos e jornalistas, que seriam coordenadas por membros da Polícia Militar e que, representará o Promotor de Justiça Mauro Zaque na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Procuradoria Geral da República (PRG).

O governador também explicou que: “Mauro me procurou e disse que recebeu uma denúncia anônima de que havia uma central de escutas telefônicas dentro do meu governo. Eu pedi para ele formalizar a denuncia e colocar no papel, ele fez… isso no dia 8 de outubro de 2015 e eu encaminhei ao Gaeco que depois de investigação arquivou”.

Taques taxou de lamentáveis os fatos e disse que já está tomando medidas para investigar a situação e que já orientou o atual secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, a investigar o caso dos supostos “grampos” ilegais. O governador vai pedir a suspensão das atividades do “Guardião”, sistema utilizado pelo Ministério Público para fazer as interceptações telefônicas até os esclarecimentos dos fatos.

Sobre a exoneração do ex-secretário Paulo Taques da Casa Civil, disse que é para o mesmo atuar nesse caso. “Paulo foi exonerado para fazer a defesa do único patrimônio que eu tenho que é a minha honra”, comentou o governador.

Segundo taques a denuncia apresentada por Mauro Zaque é uma fraude, o fato do número do documento de protocolo ser o mesmo de um processo da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), referente a um pleito do município de Juara, “o processo que o Zaque disse que protocolou não existe no Palácio Paiaguás. O número que ele deu no Governo é um processo da Sinfra, em que o presidente da Câmara de Juara pede providências em relação a uma estrada. Eu nunca vi esse processo. Soube de tudo isso ontem pela imprensa”, disse.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio de seu presidente Leonardo Campos, exigiu que o governador Pedro Taques (PSDB) se explique junto à sociedade quanto ao caso.

“É preciso que o chefe do poder executivo venha a público, enquanto ex-integrante de um órgão de fiscalização da lei, e esclareça à população mato-grossense essas graves denúncias de ‘arapongagem’ instaladas dentro do poder executivo”.

Processo de impeachment vem ai.

 

Redação

 

 

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