GOVERNO BATE CABEÇA SOBRE FRETE

GOVERNO BATE CABEÇA SOBRE FRETE

A greve dos caminhoneiros acabou, mas o governo se meteu num vaivém em torno da tabela com o preço mínimo do frete rodoviário. E a indefinição simplesmente travou parte da economia. Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, quem está impedindo o curso das negociações é o setor de agronegócio. De acordo com ele, das cinco tabelas em elaboração pelo governo, uma para cada tipo de carga, a única sobre a qual não há entendimento é a dos graneleiros (mercadorias a granel).

Pois é. Sem definição para o custo dos transportes, as empresas adiam os embarques de mercadorias. O reflexo inevitável ocorre tanto na exportação quanto na produção. No setor do agronegócio o atraso já conta onze dias. São mais de 450 mil toneladas de alimentos que deixam de ser embarcadas a cada dia. E, nas indústrias começam a surgir dificuldades para obter insumos.

Aliás… A equipe econômica do governo federal estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao país R$ 15 bilhões. Ou seja: 0,2% do PIB.

Redação com Canal do Meio

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