AL CAPONE SERIA ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA “PELA GOVERNABILIDADE”

AL CAPONE SERIA ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA “PELA GOVERNABILIDADE”

As eleições de 2018 marcadas pela renovação política, na Câmara dos deputados foram eleitos 243 deputados “novos” quase 50% e o Senado mostrou um índice de renovação de 87,03%. Das 54 cadeiras em disputa – 2/3 do total de 81 senadores – 46 serão ocupadas por novos parlamentares.

Porém isso não é necessariamente sinônimo de grandes mudanças, afinal elas nunca são extremamente significativas para renovar o “sistema” e dessa forma quem está no poder e conhece o “sistema político”, sabe como usar a máquina pública para se perpetuar.

E quanto aos “novos” eles acabam absorvidos pelo sistema e não conseguem se desvencilhar da política tradicional, fazendo com que o remendo “novo seja colocado em roupa velha”.

Assim mesmo com toda a expectativa de uma luz ao fim do túnel no parlamento brasileiro, continuaremos a ver os velhos figurões em cargos de liderança, como a provável eleição de Rodrigo Maia para a presidência da câmara dos deputados e Renan Calheiros como presidente do senado.

A prova disso é o discurso de muitos novatos do PSL, que mal chegaram e já estão apoiando a eleição de Rodrigo Maia para presidência da câmara. Maia é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal originados a partir de delações de executivos da Odebrecht. Ele responde processo por supostamente ter recebido propina para facilitar a aprovação de medidas favoráveis à empreiteira. Ele e o pai também são investigados por recebimento de propina para campanhas e pela prática de “caixa três”.

O argumento dos novatos para apoiar Rodrigo Maia é a tal governabilidade de Bolsonaro.

Sendo assim pouco importa se o candidato a presidente da câmara fosse o Al Capone, o gângster mais famoso dos EUA, o mafioso que dominou Chicago com chumbo e álcool durante a lei seca.

Pela governabilidade é possível andar ao lado de Deus e do diabo. Em suma a atitude do PSL de quem se esperava a diferença no parlamento inicia com um pé atrás; e a questão da governabilidade explica, mas não justifica.

Marreta neles!

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